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dezembro 02, 2006
junho 03, 2006
Estilhaço...
Não guardei o leite no frigorífico...
simplesmente bebi do teu mesmo copo
orgulhei-me de ser venerada nessa sombra
ácida de corpos carpindo
era feérica a carpete de veludo
a agitação das ondas nesse meu quarto
onde o céu não mais era que o verdadeiro
onde o céu não mais era através da cortina baça
crescias em mim
sempre o fizeras lentamente
crescias em mim...
algures voltámos atrás
algures
nem percebi bem quando, nem o quê
ou se porque...
algures
e o leite desaparecera
e a carpete
e o mar ascórbico
e o teu corpo...
Só a janela:
a velha janela feita de tela de universo
ainda lá está
fingindo-se janela,
caindo na filtragem da memória
decaindo...
deixando-se penetrar pelas eras e silvas
pelas heras e salvas da invasão-mater
vinda da natureza de fora...
esboço de
Cinza
6
forma(s) de sentir
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