Negro
HR Giger "The spell"Modelamos com as próprias mãos a lama que o tempo vai secando, esquecemos rostos, figuras, ataques de sobremesa em conversas de café... Será essa mesa a da escrita ou a do convívio pessoano, tentando sempre a alma de Deus?... Onde estará o conforto? O demónio que nos possuiu e nos transformou em crianças? A chama que nos banhava a alma e gemia na telepatia além voz... O sorriso aberto em que penetrámos... A ponta da língua a sugar meu corpo... A esfíngica Beatriz da verdade suprema a entrelaçar os dedos... Modelamos com as próprias mãos o segredo em paralelismos, mas esquecemo-nos de Al Berto, esquecemo-nos da graça do partir e ficar... perdemo-nos... e nunca somos os entes sublimes, outrora tecidos na quimérica voadora dos laços do sonho...

