junho 01, 2007
maio 30, 2007
Portões de sabre
Era inevitável encontrar os sapatinhos vermelhos debaixo da cama junto do rabinho do gato adormecido e esquecido ao pó... o gato vermelho que ambos, tu e eu fizemos de árvores só porque não nos apetecia chorar as lágrimas devidas... Promete-me... promete-me uma coisa muito simples... muito clara: não me deixes adormecer até transformar a energia desta fresta em novidade e estranhamento de petulâncias e infantis medidas sociais do dia a dia. Trevo da sorte em toda a rua verde à volta do castelo... ergue-se a ponte levadiça.. ergue-se e abate-se sobre o chão... vejo tuas listras no ventre... é madrugada... já se abrem e ouço teu choro a dizer , o coração a ficar, os olhos a vidrar e o corpo a partir...
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: David Sousa, Flores, Morte, Reflexos
maio 24, 2007
Memória do Real
Traços de vida recortados antes do sol nascer
Arautos de escolhas tecidas no ventre negro
Da plenitude, da atitude máxima
em tentativa de deglutição absurdamente nervosa...
Traços de vida desperdiçados antes do sol morrer
E nem uma mensagem no caminho que se dobra
Permite o esquecimento
No fotolito quebrável da fragilidade
de sermos nossa e ser nossa recordação
no sempre...
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Arte Digital, Árvores, Devaneios, Raul Alexandre, Verde
maio 19, 2007
Neblina nua
Foto: Manuel A. Marques LopesRasgas em mim a sede de me sentir alvo de sentidos
Potencias essa fúria ébria ao envolveres as asas de teu barco
Na solidão vazia...
Na neutralidade olfactiva de te procurar
Para saciar-me nas estradas tamanhas desse barco silente
Veleja-me... cobre-me na ruptura das águas
Muito antes de tudo fazer sentido
Muito antes de tu me fazeres sentidos
Os laços, os traços que essa tua água me dá...
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Água, Amor, Devaneios, Manuel A. Marques Lopes, Preto e Branco
maio 12, 2007
Calmante
Adoeço-me sem pensar muito
Na melodia de meus olhos a enfrentar o sol
Latidos de agonia dentro da felicidade escassa de um sorriso-segundo
dentro de meu peito
dentro de minha fugacidade perversa de adoecer-me lentamente...
Parto...
Parto-me...
E sou pedaço escondido sempre à minha espera...
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Nanã Sousa Dias, Preto e Branco, Tempo
maio 09, 2007
Agradecimento ao Lobo do Mar
Agradeço ao João Marinheiro pela magia do seu blog entre as ondas e os sentimentos de tempestade violenta de alto mar... Visitem o blog: http://porquexistes.blogspot.com
Os meus nomeados são:
(por ordem alfabética)
Alisson: Todo Anjo é Terrivel
Eugénio Rodrigues em: Pierrot
João Marinheiro em: Memórias Virtuais
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Desafios, Premiozinhos eheh
abril 29, 2007
Sou pequenina
- Não... não digas isso...
- Sim digo porque não é verdade... A verdade é para ser dita com os olhos...
- Deixa-me ver...
- Sou...
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
abril 19, 2007
Partida III
foto: MariahNão me ocorre melhor ideia
Senão essa mesma de evadir-me em sol
Não me ocorre melhor ideia
Senão vestir as minhas asas de sonho
E tatuá-las de negro na dor de me ser
Não me ocorre melhor ideia
É tempo
É chegado o tempo
É tempo desse chegado
momento de tempo
Não me ocorre melhor ideia
Lancem os céus sob meus pés
Permitam-me partir...
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Animais, Arte Digital, Mariah, Morte
abril 07, 2007
abril 01, 2007
março 26, 2007
Partida
foto: Lena QueirozParto hoje pelas águas esguias até o sol deixar de me ver
Parto na madrugada devagarinho, encostada a ti, meu amor
Parto na sombra dessa cidade transformada em véu
Parto à porta da tempestade, roubada do meu pertencer
E sigo flutuante em minhas garras de lince
E sigo flamejante na fúria da neblina
Escondo-me do sol e dos pássaros terrenos
Respondendo ao mar em meu apelo
Recorrendo à chuva em mim deserto
Renego a tudo... a tudo... a tudo
Com a pouca força que me resta
Com a pouca treva a que me agarro
Com as mãos cansadas de dar
Ondeio-me penumbra-óssea neutra
Olvido-me de alma e ser quem sou
Ordem absoluta da negridão a chamar-me
Rainha a mim mesma
Regência magnífica
Raio incolor
Raiva...
Rancor...
Ruído...
Ervas daninhas a cultivarem meu corpo
Evas pecaminosas a escarnecer de meu corpo
Entes gulosas abominam-me a fé
Ratam minuciosamente a minha coloração
Repetidamente vejo ante mim a coroa no meu rosto
Rasgado e carcomido ante a bruma a assomar-me
a PERCORRER-me... a Percorrer-me...
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Água, Devaneios, Lena Queiroz, Preto e Branco, Tempo
março 20, 2007
Re(volta)
Amortecemos a dor no silêncio de nossos olhos
A escutar, a atender, a soluçar o grito
Não nos temos em dádiva a vós próprios
Damos sempre mais e mais e mais ao invisível
E a soma anula-se à nossa frente
Não nos temos mais senão a nós próprios
A ferida aberta a fissurar o sorriso
A nós próprios não nos temos mais senão
A um passo da eternidade a esvair-se-nos de sentidos.
esboço de
Cinza
6
forma(s) de sentir
março 11, 2007
março 03, 2007
Magnólias...
Uma epiderme demente na coroação da paz
Da tranquilidade
Do toque inacabado...
Exacerbadamente colorido pela dor de vida
Servimos no espaço névoo um banquete
Um banquete...
E nele o verdadeiro teatro sem máscaras
Pura semente em si mesmo.
esboço de
Cinza
8
forma(s) de sentir
Rasgos: Devaneios, Ética, Flores, Suzana Costa
fevereiro 28, 2007
Rasurai-me....
Recado
ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina de luz possas recolher
alimento suficiente para a tua morte
Al Berto (Horto de Incêndio 1996)
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Al Berto, Azul, Escritores, José Lopes, Morte
fevereiro 22, 2007
Mãos
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Amor, Angelica, Nus, Preto e Branco, Provérbios cerebrais
fevereiro 14, 2007
fevereiro 06, 2007
Além-nuvens...
foto: grENDelCada vez mais devagar
Cada vez mais indolor
Sou o pássaro que se esconde atrás do ponteiro
Que perdeu as asas sei lá onde
Não temo mais o voo
Não temo mais a súbita trepidação do abismo
Sei que estou nele
E cada vez esvoaço bem mais no fundo
Bem mais na inexactidão da confiança
E sobre nós assoma-se a passagem
A perturbação da fronteira ante nossos olhos
Temo-nos e que mais tem que nos importar?
A vida... A vida responde de dentro do bolso
A vida...
O relógio não pára...
A vida...
E bem depois dela
Estaremos de mãos dadas a ver o tempo passar?
janeiro 30, 2007
Mudez
foto: AngelicaSeguro meus lábios de encontro a meu peito...
Floresço-me devagar...
Sorrio-me devagar...
Não encontro os sonhos na pétala da tua boca...
Esqueço-me do mar
Escondo-me da vida
Frente a frente fujo-me
Limito-me a esperar de horizonte ao sol
Com a concha das flores agarrada à mão
E os olhos vidrados na nudez do sentimento
Calo-me...
esboço de
Cinza
2
forma(s) de sentir
janeiro 27, 2007
Arrogância
Despir-me da loucura inerente a mim...
Gritar atrás de um balcão de atendimento...
Anotem:
O Especial deixa de o ser quando esse alguém está convencido que o é...
Santa é a paciência de quem atura....
Acham-se todos tão especiais, tão importantes....
Nariz empinado
Silêncio no olhar de desprezo
(Acho que um dia danço mesmo atrás desse balcão)
esboço de
Cinza
1 forma(s) de sentir
janeiro 25, 2007
Esquizofrenia
Crazy
I remember when, I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasant about that phase.
Even your emotions had an echo
In so much space
And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much
Is that make me crazy?
Is that make me crazy?
Is that make me crazy?
Probably
And I hope that you are having the time of your life
But think twice, that's my only advice
Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you think you are?
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control
Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me
My heroes had the heart to lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking, I want to be like them
Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done
Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably
esboço de
Cinza
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forma(s) de sentir
Rasgos: Música
janeiro 09, 2007
Sentada...
Arrecadei as esperanças e deitei-me em meu túmulo. Não me lembro se antes , se depois de morrer... Só sei que a conversa não passava mais do que o sussurro das árvores a compactuarem um sorriso lesto comigo... assomava-se em minha direcção cada vez mais rápido cada vez mais mais e mais narcoticamente inevitável e insensível à coragem de minhas pernas que tremiam desnudadas na cadeira de seda... Era sonho? Cabisbaixei-me a ver se conhecia aquele chão. Sabia que lá fora havia luar. Havia uma luz prata a inundá-lo... Que conversa era essa... fugidia... enganadora... Trajava-se a noite de Primavera e eu não pude evitá-lo.... Sabia a sal e a pimenta esse fumo... essa corça enganadora a bater com seus passos pela floresta fora a alcançar-me... Inerte... fiquei inerte... as pernas tremiam cada vez mais... uma flor de pecado tocou-me e prendeu-se-me aos cabelos... mantive-me na cadeira... Julgamento de expulsão... crime almofada de tecto tumular, a dessa cadeira... deitei-me de mãos cruzadas no peito... deitei-me...? Acho que petrifiquei nos sete palmos... sentada...
esboço de
Cinza
2
forma(s) de sentir













